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Advogada que integrava quadros da OAB-PE é presa por envolvimento com gêmeos que comandavam crimes no Grande Recife

Por Redação com Diario de Pernambuco
janeiro 24, 2024
Uma advogada que pertence aos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE)  foi presa por envolvimento com uma quadrilha que dominava o tráfico de drogas e a prática de homicídios em bairros de Recife e Olinda, na Região Metropolitana. .
A profissional, que não teve o nome divulgado, é um dos alvos da Operação Blindados, deflagrada na terça (23), pela Polícia Civil de Pernambuco.
Ela foi uma das 11 pessoas presas durante a deflagração da operação.
A polícia disse que a advogada presa aconselhava os líderes da facção e dizia como eles deveriam agir para praticar crimes.
Também foram capturados dois irmãos gêmeos, identificados apenas como Bruno e Thiago, que são os líderes de uma facção criminosa que atua no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife, e em Olinda, na região Metropolitana.
Além disso, de acordo com a polícia, a advogada presa trocava mensagens com os líderes, apontando possíveis alvos de crimes, inclusive, integrantes do Poder Judiciário.
Ela ultrapassa os limites da atuação de advogada, ainda de acordo com a polícia.
Os outros oito presos integravam a facção, que tinha como uma das características o uso de carros blindados.
Eles andavam com esses veículos para evitar retaliações de gangues rivais. Por isso, a operação foi batizada dessa maneira.
Os detalhes sobre a operação foram divulgados, nesta quarta (24), durante entrevista coletiva concedida pela Polícia Civil.
Segundo o delegado Jorge Pinto, do Grupo de Operações Especiais (GOE), os integrantes da quadrilha agiam com brutalidade.
"Eles praticavam tortura contra pessoas que deviam dinheiro aos traficantes. Os gêmeos determinavam que se fizessem videochamadas para eles confirmarem que as agressões tinham sido feitas", afirmou o delegado.
Advogada extrapolou limite da função, diz polícia
Segundo o delegado Jorge Pinto, a advogada extrapolou os limites de suas funções.
“Havia de fato uma advogada que atuava nesse grupo criminoso. Inicialmente, o que seria inerente à atividade de advocacia. Mas o que se percebe durante as investigações é que essa advogada usurpa da função ética exigida pela OAB e começa a atuar numa verdadeira assessoria jurídica criminosa chegando a orientar os indivíduos da atividade criminosa de tal forma a evitar não só a identificação, mas a facilitação dos resultados obtidos pelo grupo”, declarou o investigador.

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