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Lucro da empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp subiu 201% na comparação anual e ações disparam no after hours

Por Redação com Exame
fevereiro 1, 2024

Para coroar tudo isso, pela primeira vez desde o IPO, a empresa vai distribuir dividendostrimestrais de US$ 0,50 por ação. O pagamento está "sujeito a condições de mercado e à aprovação dos diretores da companhia", de acordo com o documento enviado à SEC nesta quinta-feira. Ainda numa iniciativa de aumento de retorno do capital, a Meta anunciou um programa de recompra de ações de US$ 50 bilhões.

Operacionalmente, esse é o quarto trimestre consecutivo de crescimento de receita, mesmo em meio aos desafios regulatórios enfrentados pela companhia, como preocupações sobre a segurança de crianças na internet. No período, a primeira linha do balanço totalizou US$ 40 bilhões, aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. É o maior crescimento ano a ano de receita em mais de dois anos.

Esse gás vem principalmente a partir de novas descobertas em inteligência artificial, que melhoraram a capacidade de alcance dos anúncios exibidos pela plataforma: as ad impressions aumentaram 21% na comparação anual. O feito é memorável principalmente diante das restrições de privacidade impostas pela Apple desde 2021.

A empresa fundada por Steve Jobs dificultou a entrega personalizada de anúncios de redes sociais ao possibilitar aos usuários um controle mais rígido sobre os dados que são compartilhados com os aplicativos. Principalmente por causa disso, em

Os resultados do quarto trimestre da Meta provocaram um furor entre investidores. As ações sobem 12% no after hours, depois de a empresa reportar lucro de US$ 14 bilhões no quarto trimestre, 201% mais do que no mesmo período do ano anterior. Em perspectiva, a expectativa de analistas era de um lucro por ação de US$ 4,82 e a empresa entregou US$ 5,33.

Para coroar tudo isso, pela primeira vez desde o IPO, a empresa vai distribuir dividendostrimestrais de US$ 0,50 por ação. O pagamento está "sujeito a condições de mercado e à aprovação dos diretores da companhia", de acordo com o documento enviado à SEC nesta quinta-feira. Ainda numa iniciativa de aumento de retorno do capital, a Meta anunciou um programa de recompra de ações de US$ 50 bilhões.

Operacionalmente, esse é o quarto trimestre consecutivo de crescimento de receita, mesmo em meio aos desafios regulatórios enfrentados pela companhia, como preocupações sobre a segurança de crianças na internet. No período, a primeira linha do balanço totalizou US$ 40 bilhões, aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. É o maior crescimento ano a ano de receita em mais de dois anos.

Esse gás vem principalmente a partir de novas descobertas em inteligência artificial, que melhoraram a capacidade de alcance dos anúncios exibidos pela plataforma: as ad impressions aumentaram 21% na comparação anual. O feito é memorável principalmente diante das restrições de privacidade impostas pela Apple desde 2021.

A empresa fundada por Steve Jobs dificultou a entrega personalizada de anúncios de redes sociais ao possibilitar aos usuários um controle mais rígido sobre os dados que são compartilhados com os aplicativos. Principalmente por causa disso, em 2022, a Meta teve um impacto negativo de US$ 10 bilhões em receita. A unidade de negócios de propaganda corresponde a 96,5% da receita da dona do Facebook, do Instagram e do Whatsapp.

No período, a Meta também aumentou o número de usuários plugados em suas plataformas. No Facebook, a base de usuários ativos diariamente atingiu 2,1 bilhões de pessoas, aumento em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando o número era de 2,09 bilhões -- mostrando que a rede social está longe de morrer, ainda que tenha sua popularidade reduzida no Brasil na base de usuários mais jovens.

Somando todas as plataformas -- como WhatsApp e Instagram -- são 3,19 bilhões de pessoas plugadas à Meta hoje, ante 3,14 bilhões no terceiro trimestre de 2023.

A companhia deu indícios de que o bom momento deve continuar. O guidance para o primeiro trimestre é de uma receita de US$ 34,5 bilhões a US$ 37 bilhões, ante as estimativas de analistas de US$ 33,6 bilhões.

Os resultados vêm em um momento importante para a Meta, com o CEO, Mark Zuckerberg, no centro das atenções da Justiça americana. Nesta quarta-feira, Zuckerberg se desculpou com as famílias de vítimas de crimes on-line durante uma sessão do Congresso. A senadora Lindsey Graham convocou Zuck e outros executivos de grandes empresas de tecnologia para discutir "Big Techs e a crise de exploração sexual de crianças online".

"Ninguém deveria passar pelo que essas famílias passaram. E é por isso que investimos tanto e vamos continuar fazendo esforços para nos assegurar que ninguém mais passe por esse tipo de situação", afirmou o CEO da Meta.

Os recordes da Meta coroam uma temporada de balanços otimista para as big techs. A Apple registrou aumento de vendas depois de uma série de quedas consecutivas (também acima das expectativas de analistas). Nos últimos três meses do ano, a fabricante do iPhone teve receita de US$ 120 bilhões, aumento de 2,1% na comparação anual. As vendas de iPhones aumentaram 6% ante o mesmo período de 2022, um dos principais fatores por impulsionar o ganho de receita da companhia, que se estendeu até o lucro.

A Microsoft é outro nome que se destacou nessa temporada: a dona do Windows teve o maior crescimento de lucro em mais de dois anos. A Alphabet, dona do Google, marcou o quarto trimestre seguido de aumento de vendas, mas os resultados ficaram abaixo das expectativas de analistas.

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