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Medicamentos de uso contínuo estão 4,5% mais caros a partir deste domingo (31); veja dicas de como achar os melhores preços

Por Redação
março 31, 2024

 

Cerca de dez mil apresentações de medicamentos de uso contínuo estão até 4,5% mais caras a partir de hoje. O percentual é referente ao teto de reajuste anual estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), vinculada ao governo federal. Nas próximas compras, o consumidor que mora no Estado do Rio, porém, poderá sentir um impacto ainda maior no bolso. Isso porque, no último dia 20, também passou a valer a alta do ICMS: de 18% para 20%. Somada à taxa do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (FECP), a alíquota chega a 22% — a maior do país. E o aumento deve ser repassado aos compradores.

— Haverá um impacto grande para as famílias, principalmente aquelas com aposentados, pensionistas e com pessoas que utilizam medicação de uso contínuo. É uma combinação perversa de dois aumentos. Um é previsto anualmente; o outro foi anunciado para reposição ao caixa dos estados, defasada desde a diminuição do imposto para combustíveis em 2022 — explica a economista e professora Carla Beni, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Onze unidades da federação aprovaram o aumento das alíquotas de ICMS. Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma, critica as decisões dos governos. “Enquanto o Brasil experimenta um viés de redução da inflação e dos juros, aliado à aprovação da reforma tributária, esses governos caminham na contramão e demonstram insensibilidade com a população mais pobre”, afirmou Barreto, em nota.

Há ainda uma variação de preços que ocorre de forma dinâmica no ponto de contato com o consumidor final. Tanto é que, embora o teto do reajuste de 2023 tenha sido fixado em 5,6%, a CliqueFarma, ferramenta do ecossistema Afya que compara preços de produtos vendidos em farmácias, encontrou altas de até 250% no mesmo ano — caso do Betaistina.

— Todos os medicamentos têm um teto de preço que é o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. O que acontece é que os preços variam para baixo e para cima até o teto do PMC. Essa variação depende muito dos descontos praticados pelos laboratórios e das negociações com as farmácias — disse o fundador da ferramenta, Angelo Miguel Alves.

Pesquisar é essencial

Quando o verão chega, e a família deseja comprar um ar-condicionado, ou na hora de adquirir o material escolar, a pesquisa de preços é o passo número um. Na compra de remédios, no entanto, grande parte dos consumidores não imagina que possa haver uma economia significativa, o que é um erro.

Um mesmo medicamento à base de Losartana, princípio ativo usado para controle da hipertensão, pode ter variação de até 87,62% nos preços praticados por duas farmácias, segundo consulta da CliqueFarma, feita a pedido do EXTRA. A ferramenta compara preços de medicamentos em mais de 50 farmácias.

— As variações podem ocorrer devido a políticas de precificação de cada estabelecimento, descontos oferecidos, margens de lucro e até negociações com fornecedores ou baixa de estoque de produtos no mercado — explica o diretor e fundador da CliqueFarma, Angelo Miguel Alves.

Economizar demanda tempo

Não é somente entre farmácias que o preço pode variar. Uma mesma drogaria pode ter preços diferentes, dependendo do dia e do horário da compra, da barganha feita com o gerente e do convênio de saúde que o consumidor tem, entre outros fatores. Por isso, o EXTRA traz, abaixo, dicas de como economizar na compra de remédios e driblar a dupla alta dos preços deste ano.

Para fazer um bom negócio, o Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar) e professor da FIA Business School, recomenda calma. O ideal é planejar a compra de medicamentos cuja necessidade não seja urgente. E não resolver cumprir essa tarefa num intervalo curto de tempo enquanto está na rua:

onomizar demanda tempo. Então, o ideal é não comprar os remédios com pressa. E, se for um medicamento de uso contínuo, comprar em quantidade, atentando, é claro, para o prazo de validade.

Dicas para economizar

1. Compare preços entre farmácias e, quando a compra não for urgente, busque preços de uma mesma farmácia em dias e horários diferentes.

  • identidade.
  • Além disso, o Programa Farmácia Popular do Brasil, do Ministério da Saúde, oferece medicamentos gratuitamente ou com descontos de até 90%, em farmácias da iniciativa privada credenciadas. Essas farmácias são identificadas por adesivos ou banners com a inscrição "Aqui tem Farmácia Popular". Para retirar o medicamento nessas farmácias, é preciso apresentar a prescrição médica, um documento de identidade com foto e o número do CPF. Os beneficiários do Bolsa Família têm acesso a todos os medicamentos disponíveis no programa de forma totalmente gratuita.

Remédios e insumos gratuitos da Farmácia Popular:

  • brometo de ipratrópio 0,02mg
  • brometo de ipratrópio 0,25mg
  • dipropionato de beclometasona 200mcg
  • dipropionato de beclometasona 250mcg
  • dipropionato de beclometasona 50mcg
  • sulfato de salbutamol 100mcg
  • sulfato de salbutamol 5mg
  • cloridrato de metformina 500mg
  • cloridrato de metformina 500mg - ação prolongada
  • cloridrato de metformina 850mg
  • glibenclamida 5mg
  • insulina humana regular 100ui/ml
  • insulina humana 100ui/ml
  • atenolol 25mg
  • besilato de anlodipino 5mg
  • captopril 25mg
  • cloridrato de propranolol 40mg
  • hidroclorotiazida 25mg
  • losartana potássica 50mg
  • maleato de enalapril 10mg
  • espironolactona 25mg
  • furosemida 40mg
  • succinato de metoprolol 25mg
  • acetato de medroxiprogesterona 150mg
  • etinilestradiol 0,03mg + levonorgestrel 0,15mg
  • noretisterona 0,35mg
  • valerato de estradiol 5mg + enantato de noretisterona 50mg
  • alendronato de sódio 70mg
  • medicamentos de uso contínuo, entrega grátis no televendas, e atendimentos no Clinic Farma, com medição semanal de pressão sanguínea e glicemia, uma aplicação mensal de injetável e uma bioimpedância. Já o programa "Cliente Sênior" reúne descontos a partir de 20% em medicamentos para clientes acima de 55 anos, em algumas lojas.

7. Utilize clubes de vantagens.

  • Stix, por exemplo, é um ecossistema de programas de fidelidade que reúne varejistas. Droga Raia e Drogasil são as redes de farmácia presentes: os clientes ganham 5 stix a cada R$ 20 em compra. Os pontos podem gerar descontos nas lojas físicas. Por conta de uma parceria com a Livelo, também é possível trocar pontos Livelo no PagStix.
  • Meu INSS+ é um clube que reúne descontos, inclusive em farmácias, para aposentados, pensionistas e beneficiários do INSS. Para se inscrever, é preciso acessar o aplicativo Meu INSS, clicando em "Carteira do beneficiário".

8. Compre pela internet. Segundo pesquisa da CliqueFarma, medicamentos comprados on-line são 16% mais baratos do que na loja física, mesmo usando programas de descontos nas farmácias.

 

 

Redação com TNH1

 

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