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Policial civil preso por esquema de desvio em delegacias é solto

Por Redação com gazetaweb
janeiro 29, 2024

A Justiça revogou a prisão temporária do agente da Polícia Civil de Alagoas (PC-AL), que foi detido na última quarta-feira (24), suspeito de participação em um suposto esquema de desvios de materiais de delegacias. O policial, segundo relatório do Ministério Público de Alagoas (MP-AL), recebia mesada por intermediar a venda de drogas entre um traficante e um escrivão da PC-AL que participava do esquema.

O agente de polícia chegou a tentar um habeas corpus em segunda instância para garantir a soltura. No pedido, a defesa alegava constrangimento ilegal por ele não ter passado por audiência de custódia no prazo de 24 horas, mas foi justamente numa audiência de custódia que ele teve a prisão revogada. Na última sexta-feira (26), foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) uma portaria dispensando o agente de polícia da função de chefe de unidade na delegacia em que ele trabalha.

Entenda:

Um relatório do Ministério Público de Alagoas, revela como funcionava um suposto esquema de desvio de apreensões em uma delegacia no interior de Alagoas.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Alagoas, um agente de polícia, um escrivão e um possível guarda municipal cedido à Polícia Civil eram responsáveis por desviar e vender para criminosos o material apreendido pela polícia.

O relatório mostra que se observou a presença de uma organização criminosa atuante na cidade de São Sebastião, no Agreste de Alagoas, composta por diversos indivíduos que são envolvidos com o tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico e peculato.

De acordo com as informações colhidas na investigação, após a realização de prisões em flagrante, o escrivão de polícia ficava com parte dos materiais apreendidos. Segundo o relatório, ele deixava de registrar tais materiais e não os apresentava à justiça, para submetê-los ao comércio ilegal.

Após a atuação do escrivão, entrava em cena o agente de polícia, que, segundo o Gaeco apurou, intermediava a comercialização dos materiais com um traficante da região de Arapiraca.

Um possível guarda municipal, que estaria cedido à Polícia Civil, atuaria em conjunto com os demais investigados na comercialização de materiais apreendidos.

“Ou seja, caso tenham sido apresentados, por exemplo, 4kg de maconha, ele [escrivão] registrava que tinham sido 2kg e apropriava-se dos outros 2kg, para que o grupo criminoso pudesse revender e se beneficiarem financeiramente desta empreitada ilegal”, diz trecho do relatório.

O relatório cita que o agente de polícia teria sido o responsável por apresentar o escrivão ao traficante de Arapiraca, que, conforme destaca o documento, seria um comércio muito forte para a venda das drogas.

A investigação aponta ainda que, como o agente é quem saberia de todo o esquema, ele cobrava mensalmente sua participação e relata que há possibilidade até que ele faça a mesma coisa em outra delegacia onde estava atuando.

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